A Pluralidade da Maior Festa Literária da Bahia — Flica 2015

(Imagem da cidade de Cachoeira e do rio Paraguaçu, que corta a cidade até São Félix)

Banhada pelo sol, ao lado da pacifica e também exuberante São Felix, a cidade de Cachoeira, localizada no Recôncavo baiano, é um paraíso que respira história e originalidade. Arrancando suspiros apaixonados dos viajantes de primeira viagem e, eternizando a paixão dos antigos admiradores. Em Outubro, o lugar, que já conta com encantos suficientes para prender a atenção de qualquer ser vivente, se transforma em uma explosão de cores, diversidade e cultura.

A Festa Literária Internacional de Cachoeira — Flica, movimenta a Cidade de Cachoeira no mês de Outubro, a festa, que começou no ano de 2011, comemorou seus 5 anos oferecendo ao público o melhor da literatura e cultura cachoeirense. A Flica começou na última quarta-feira, 14 e foi até o último domingo, 18. Eu tive a oportunidade de conferir de perto e vou contar para vocês, como foi a minha primeira vez em uma das maiores festas Literárias do país.


(Um monumento em Cachoeira)


Cachoeira respira história

Se existe um lugar no país com a história mais impregnada nas ruas, nas casas e em toda a paisagem, esse lugar é Cachoeira. A primeira coisa que notei ao chegar foram as casa, vários prédios antigos, porém bem conservados. Colocando bem a imaginação para trabalhar consegui imaginar a cidade umas décadas antes, com diversas pessoas indo e vindo, o trem — que infelizmente não tive a oportunidade de ver — cortando a cidade e vindo da outra beleza natural, a cidade ao lado, São Félix.

Para quem não conhece, talvez seja difícil imaginar a beleza desse lugar e, embora seja possível se encantar por fotos e vídeos, é preciso vivenciar, ter a experiência de estar lá. Cada esquina conta uma história, cada pedra e, ao olhar para o rio Paraguaçu (que corta a cidade), com suas águas espelhando a paisagem, é impossível não se encantar e se derreter. Ao olhar de longe ou perto a ponte que leva de uma cidade irmã para a outra.

Boa parte da construção da cidade é no estilo barroco e é a segunda maior construção arquitetônica barroca da Bahia.. Tive a oportunidade de conhecer  o Convento do Carmo e a Igreja do Carmo, em Cachoeira. Passei diversas vezes pelo canhão da cidade, pelas praças recheadas de histórias e cada pedacinho da cidade me fez ter uma experiência nova.



Foto: Ilana Sodré (Pessoas escolhendo livros na livraria da Flica)

Flica



A maior festa do literária da Bahia atraiu milhares de  pessoas. ao todo, de acordo com a matéria do jornal A Tarde, 35 mil pessoas passaram por Cachoeira nos cinco dias de festa. Eu cheguei no terceiro dia de festa, na sexta-feira, e fui direto para a mesa Literária que estava acontecendo. Peguei o finalzinho, mas adorei a discussão envolvendo critica no mundo literário. É algo que faz uma blogueira e escritora sonhadora prestar atenção, discutir e refletir sobre a discussão.


Foto: Ilana Sodré (Campanha Leia e passe adiante)

Visitei alguns cantinhos da cidade, onde os livros estavam sendo vendidos, conheci a campanha #LeiaePasseAdiante, que, olhem que azar da minha parte, estava distribuindo 200 livros no dia em que eu cheguei. Passei pela Fliquinha, um espaço destinado para crianças. Tive a oportunidade de ver diversos artistas de rua, entre pessoas fazendo malabarismo com foto até um grupo teatral ao ar livre.


(Eu no espaço do Leia e passe adiante)

O ponto alto do primeiro dia em que estive presente, foi a beleza e a diversidade em tudo. Desde às barracas de comida, onde experimentei pela primeira vez beiju, até às pessoas, de culturas diferentes, com personalidades e estilos diferentes em meio a toda aquela pluralidade maravilhosa.


(Sendo retratada por Luiz Natividade)

Retratada 

No segundo dia, o mais longo, porém mais divertido, eu conheci um professor com quem tive a chance de conversar sobre o mais variados assuntos esperando em uma fila para ser desenhada. Confesso, ser desenhada foi um dos melhores momentos. Eu estava ali, de cara para um artista e imaginando como ele me retrataria.

(Eu ao lado de Luiz Natividade)

É claro que a forma como ele me via seria determinante, eu queria e desejava sair no desenho sorrindo. Porque, cá entre nós, se é o que mais faço e faço bem, pra quê melhor ?! E, quando fui perguntava sobre isso, disse que sim. E o resultado muito me agradou, eu fiquei apaixonada e emocionada e ainda estou pensando no meu belo desenho, que agora está guardado. Que outro lugar te dá a chance de ser desenhada dentro de uma biblioteca, enquanto pessoas passam, livros são comprados, lidos, abraçados ?!


Foto: Ilana Sodré (A noite em Cachoeira, imagem do rio iluminado pelas luzes das ruas)

A noite em Cachoeira


Posso dizer que quase chorei ?! Acredito que sim. Quase chorei. Senti como a primeira vez em que pus um óculos, sabe ? Quando enxerguei as luzes e algo magnifico demais para que eu pudesse processar. Foi assim que me senti ao ver como as luzes iluminavam o rio e como ele as refletia, deixando o que, de dia, já era lindo, esplendido. 

Sem exageros, era como olhar uma miragem. Por isso as duas noites que passei lá foram o ponto alto da viagem. Sem contar a diversidade de músicas, de produtos à venda, de pessoas andando de um lado para o outro, de bares a espera de consumidores, de amigos e companheiros de viagem loucos apenas para sentar um pouco e desfrutar com prazer daquele lugar magnifico. 

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(Minha animação ao ver a beleza do lugar)

Ah sim, ainda tem a ponto, em que passei durante os três dias de São Félix, onde estava hospedada, na casa de minha tia, até Cachoeira. Pude visualizar a beleza dos dois lados, tirando fotos e me atendo a todos os pequenos detalhezinhos daquela paisagem.


Foto: Divulgação/Flica ( na foto: Meg Cabot e A Escritora Sonhadora)

Meg Cabot

Quem acompanha a página e o blog, talvez tenha ideia de quão apaixonada eu sou pelos livros de Meg Cabot, quem tem o meu skoob, se vasculhar  um pouquinho, acaba descobrindo o meu grande amor pela obra de Meg. E imagine ai, a minha surpresa quando, há algum tempo, descobri que ela iria para a Flica ?! Eu não conhecia uma festa literária que acontecia dentro do meu próprio estado. 

Assim que fiquei sabendo, minha vontade de ir só cresceu. E, eu fui. E a espera maior foi pelo domingo. Eu disse a todo mundo "Se eu empurrei criancinhas para tirar foto com os bonecos dos minions, imagina o que farei para ver Meg Cabot ?". Embora não tenha empurrado criancinhas em momento algum, achei divertido brincar com o público que estaria presente. De fato, muitas crianças e adolescentes estavam lá, mas adivinhem só, a senhora-não-mais-adolescente, de 20 anos, conseguiu, por um acaso, ser a primeira da fila.

Isso ai. Acordei, sem querer, uma hora antes — obrigada horário de verão — porque meu celular estava com o horário de Brasília ao invés de Salvador. Eu conheci duas garotas também apaixonadas por Meg Cabot, por livros, séries e afins e a manhã passou depressa. Conversamos sobre tudo possam imaginar, livros bons, ruins, séries que precisamos ver e as que já vemos. E até sobre pela primeira vez estarmos em um pódio.

Primeira, segunda e terceira. Considero essa uma boa conquista. Porque ver uma das autoras que me fez adorar a escrita, que fez com que eu me apaixonasse por histórias e começasse a ler sem parar e escrever, foi algo incrível. Quando estive perto dela, para pegar meu autógrafo lhe disse poucas palavras em inglês, mas senti o carinho dela. Porque ser a inspiração de alguém, eu tenho certeza, que deve ser algo incrível. E ela é a minha inspiração e de diversas pessoas pelo mundo.

O mais engraçado foi o riso quando eu disse que amava Jesse, de A mediadora. Acho que é algo que toda autora deve adorar ouvir. Só posso dizer que a experiência e até os conselhos que ela deu durante a mesa, foram mais uma vez inspiradores. Senti uma energia diferente a vontade concreta de seguir nesse caminho, o que me leva ao que eu quero e desejo, que é ser escritora.

Fiquei feliz também com os conselhos da outra autora na mesa, Paula Pimenta, que eu realmente não conhecia, mas já havia ouvido falar dos livros. E com a mesa. E realmente, se eu pudesse escolher um dia esse ano, eu escolheria esse, porque foi inesquecível.

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Vídeo: Ilana Sodré (Chegada das autoras à mesa, na Flica. na foto Paula Pimenta e Meg Cabot)

Querem conhecer um pouquinho mais sobre a Flica ? Cliquem aqui.
E, se quiserem ver mais fotos de como foi o evento, cliquem aqui.


Até a próxima, sonhadores!






A Pluralidade da Maior Festa Literária da Bahia — Flica 2015 A Pluralidade da Maior Festa Literária da Bahia — Flica 2015 Reviewed by A escritora sonhadora on 18:01 Rating: 5

2 comentários

  1. Assino embaixo de tudo que você falou. Cachoeira é linda! Gostaria de ter visto como fica a cidade durante a noite. E acho que é a primeira vez que passamos a gostar do horário de verão. Não vou falar da Meg porque ainda não caiu a ficha que a conheci.

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    1. Olá, Larrisa. Sim, sim. Eu fiquei três dias e gostaria de ter visto muitas outras coisas, ter conhecido alguns lugares que não tive oportunidade de ir, aquele é um lugar mágico. E sim, o horário de verão foi um salvador. kkkk Sobre Meg, eu tenho que olhar a foto com ela hora ou outra para que a ficha caia. Muito obrigada pelo comentário!!!

      Beijoos!!!

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